Injetores Diesel: técnicas de diagnóstico

Um injetor é uma válvula controlada pelo módulo de injeção, que determina a quantidade de combustível a ser injetada através da frequência e tempo de abertura, em função de determinadas condições de funcionamento do motor.

Dentro deste capítulo, podemos dividir o componente em dois tipos de atuador: os injetores eletromagnéticos, e os injetores piézoelétricos.


Injetor Eletromagnético


Como o seu nome sugere, um injetor eletromagnético funciona com o princípio de uma bobina (indutor), um núcleo de material ferromagnético (induzido) e uma mola mecânica. A corrente elétrica circula pelo enrolamento do indutor (vermelho/cinza), gerando um campo magnético capaz de vencer a carga da mola (azul) e atrair o núcleo (verde). O movimento do núcleo por sua vez possibilita a abertura ou fecho de uma válvula. Retirando a corrente elétrica, a força elástica da mola retorna o núcleo para sua posição original.



Num injetor Diesel eletromagnético, o movimento do núcleo provoca a abertura da válvula (pequena esfera a amarelo na imagem anterior), possibilitando ao gasóleo pressurizado passar para o circuito de retorno. Quando passa ao circuito de retorno, a pressão na galeria do injetor é desequilibrada, fazendo com que a agulha do mesmo suba e permita a saída do combustível para dentro da câmara de combustão. Ao retirar a alimentação elétrica da bobina, o núcleo é devolvido à sua posição de repouso, equilibrando novamente a pressão na galeria do injetor, o que faz com que a mola inferior empurre a agulha para a posição de repouso (fechada), e pare o fluxo de combustível.




O diagnóstico a este elemento deve ser realizado em pelo menos cinco testes:

  • Controlos visuais para avaliar a sua integridade física;

  • Controlo à resistência da bobina (aprox. 0,4 ohm);

  • Controlo do comando de abertura por parte da UCE;

  • Consumo de corrente por parte do injetor;

  • Verificação do fluxo de retorno de gasóleo.

Um teste dinâmico em banco de ensaio é aconselhável sempre que os testes acima não sejam conclusivos.


Injetor Piezoelétrico


Num injetor piezo elétrico, o processo de abertura é muito semelhante, com uma diferença: em vez da bobina, encontramos um cristal piezo como atuador. Este cristal tem uma particularidade que lhe confere grande versatilidade de utilização na eletrónica: ao sofrer uma pancada, o piézo gera uma tensão elétrica; por seu lado, quando lhe é aplicada uma tensão elétrica, o corpo deforma-se.

No lugar de uma bobina e um núcleo ferromagnético, o injetor piezo apresenta um sequência de cristais piezoelétricos em série, que ao serem alimentados pela unidade de comando de injeção, expandem e provocam a abertura de uma válvula de esfera. Esta válvula de esfera permite a passagem do combustível em pressão para o circuito de retorno, o que desequilibra a pressão na galeria do injetor. Todo o restante processo de abertura é idêntico ao do injetor eletromagnético.



Note, porém, que um injetor piezo elétrico pode permanecer aberto se a sua alimentação fôr cortada abruptamente. Assim, neste tipo de injetor, é estritamente interdito desligar a sua alimentação com o motor em funcionamento, sob o risco de destruição do mesmo!


O diagnóstico a este elemento deve ser realizado em pelo menos cinco testes:

  • Controlos visuais para avaliar a sua integridade física;

  • Controlo à resistência do elemento piezo (entre 180 a 200 kohm);

  • Controlo do comando de abertura por parte da UCE;

  • Consumo de corrente por parte do injetor;

  • Verificação do fluxo de retorno de gasóleo.

Um teste dinâmico em banco de ensaio é aconselhável sempre que os testes acima não sejam conclusivos.


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